quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sinceridade

As vezes toco nas paredes,
E fechando os olhos recordo o passado,
Hoje posso rir de tudo,
Mas meus olhos choram,
Não por arrependimento,
Sim pela ferida,
Deixada pelos acontecimentos ocorridos lá atras,
Aquela pequena cicatriz,
Que repuxa e abre,
Quando posto o peso de fatos esquecidos...
O rancor é uma forma de se flagelar,
De sangrar, se machucar por velhos tropeços,
Seja meu, teu ou nosso.

Minha dor ainda não passou,
Mas não quero relembra-la a cada palavra,
Quero olhar para ti e somente lembrar de teus beijos,
Estar contigo e me sentir bem,
Como tantas vezes senti e continuo sentindo,

Minha pele na sua,
Meus lábios entre seus dentes,
As palavras doces que saiam de tua boca,
Suas atitudes meigas,
Sinceros gestos...
É isso que quero e guardo de ti.

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